Sou o Roberto, sou do mundo, sou diferente de toda a gente. Todos os dias vivo em sofrimento, todos os dias sou vítima das pessoas, das maldades das pessoas, da crueldade das pessoas. Não sou feliz. Feliz é aquele que vive com as pessoas. Eu vivo contra as pessoas, não tenho amigos. Não tenho ninguém. Sou mais um nesta sociedade demoníaca. A minha mãe morreu um dia depois de ter nascido enquanto o meu pai, com medo de não me conseguir sustentar a minha e a este peso que me veio pegado, abandonou-me numa associação de solidariedade.
Mesmo lá fui maltratado injustiçado devido à incompreensão das pessoas devido à minha dificuldade, e mal fiz os 18 anos fui posto na rua literalmente às escuras.
Caminhei sem ver qualquer luz ao fundo do túnel. Não sabia onde dormia, não sabia o que comia, não sabia quem me via.
Até ao dia em que a conheci. Vi-a com o coração, levou-me para casa dela, tratei-a por mãe. Não sabia quem era, nunca a tinha visto antes, nem hoje a consigo olhar de frente.
Ajudou-me muito, ela falava muito comigo, naquela altura dizia-se que tinha cerca de 20 anos e que era bem giro, dizia-se porque eu nunca vi tal coisa.
A rapariga que me acolheu começou a dizer que se apaixonou por mim, que eu era uma brilhante companhia. Chamava-se Helena e disse-me que tinha 25anos, era morena, olhos verdes e magra. Apaixonei-me também por ela, os seus gestos suaves naquelas mãos macias preenchiam os dias.
Dávamos longas caminhadas pelo parque bem agarrados, que ela me guiava.
Nunca me contou nada da vida dela, disse-me que não queria falar sobre isso, aceitei porque também não queria falar da minha.
Um dia acordei, rebolei, tinha a vista tapada talvez devido ao sono e não a vi ao meu lado, remexi a casa toda não consiga ver nada de valor. Ela deixou-me fiquei desesperado numa casa sem nada.
Com dificuldade devido ao meu handicap sai de casa e vagueei por ai. O Homem bateu-me, magoou-me atraiçoou-me. Hoje ando num lar de idosos, não sei como são os que me acompanhou.
Porque eu sou o Roberto, sou do mundo, sou diferente de toda a gente. Nasci com cegueira crónica!
Mesmo lá fui maltratado injustiçado devido à incompreensão das pessoas devido à minha dificuldade, e mal fiz os 18 anos fui posto na rua literalmente às escuras.
Caminhei sem ver qualquer luz ao fundo do túnel. Não sabia onde dormia, não sabia o que comia, não sabia quem me via.
Até ao dia em que a conheci. Vi-a com o coração, levou-me para casa dela, tratei-a por mãe. Não sabia quem era, nunca a tinha visto antes, nem hoje a consigo olhar de frente.
Ajudou-me muito, ela falava muito comigo, naquela altura dizia-se que tinha cerca de 20 anos e que era bem giro, dizia-se porque eu nunca vi tal coisa.
A rapariga que me acolheu começou a dizer que se apaixonou por mim, que eu era uma brilhante companhia. Chamava-se Helena e disse-me que tinha 25anos, era morena, olhos verdes e magra. Apaixonei-me também por ela, os seus gestos suaves naquelas mãos macias preenchiam os dias.
Dávamos longas caminhadas pelo parque bem agarrados, que ela me guiava.
Nunca me contou nada da vida dela, disse-me que não queria falar sobre isso, aceitei porque também não queria falar da minha.
Um dia acordei, rebolei, tinha a vista tapada talvez devido ao sono e não a vi ao meu lado, remexi a casa toda não consiga ver nada de valor. Ela deixou-me fiquei desesperado numa casa sem nada.
Com dificuldade devido ao meu handicap sai de casa e vagueei por ai. O Homem bateu-me, magoou-me atraiçoou-me. Hoje ando num lar de idosos, não sei como são os que me acompanhou.
Porque eu sou o Roberto, sou do mundo, sou diferente de toda a gente. Nasci com cegueira crónica!